Quer viajar e levar seu drone? Veja o que você precisa saber antes de colocar o drone na mala.

shutterstock_239734909_1080

Cada vez mais versáteis e compactos, os drones têm atraído muitos viajantes interessados em registrar o máximo de suas viagens, já que com eles é possível conseguir ângulos inusitados, incomuns, surpreendentes.

Viajar com um drone, porém, exige atenção à algumas regras e informações. Confira:

  1. Conheça as regras de uso dos países

Com o risco de drones se envolverem em acidentes com aviões, como aconteceu no Canadá, ou serem utilizados em ataques terroristas, diversos países estão criando leis voltadas para a sua regulamentação. Quebrar essas regras pode te dar vários problemas, desde ter o drone confiscado, multas salgadas e até mesmo prisão. Em 2016, por exemplo, um turista francês foi preso por voar um drone sobre o Coliseu e, em janeiro de 2018, o fotógrafo brasileiro Lucas Pinhel dormiu uma noite na cadeia e teve o drone confiscado ao fazer imagens aéreas em Paris.

Logo, o viajante precisa conhecer todas as regras para uso de drones nos destinos que irá visitar.

Antes de mais nada, é importante saber se o país para o qual você se destina permite a entrada de drones ou se exige alguma permissão específica, caso contrário você corre o risco de ter a ferramenta apreendida pelos funcionários de segurança do aeroporto. Na Nicarágua, por exemplo, é proibido voar drones acima de 100 pés (30 metros) e é necessária uma permissão de autoridades para entrar com um drone no país, enquanto no Egito, o uso e possessão de drones precisa de aprovação do Ministério da Defesa, ou seja, é praticamente impossível. No Vaticano é terminantemente proibido.

Se o uso do drone for permitido no país, é preciso conhecer as suas regras de uso, tanto para voos recreativos quanto para comerciais ou corporativos. No caso da França, algumas das leis que regulamentam o uso de drones ditam que a altura máxima de voo é de 150 metros e que o equipamento deve ficar longe de espaços públicos em áreas urbanas.

Confira os meios de comunicação oficiais dos governos, assim como os mapas que registram todas as regras de uso de cada país, frequentemente atualizados e disponíveis online.

  1. Drone no Brasil: homologar é fundamental

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que regulamenta o uso no Brasil, por exemplo, exige que drones com mais de 250g sejam cadastrados e que seja respeitada uma distância de 30 metros de pessoas durante o voo, a não ser que elas tenham dado autorização para estarem sob o drone, entre outras medidas. A altura máxima permitida para um drone voar é de 120 metros.

Desde 2016, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) exige que todos os modelos de drones que transmitam radiofrequência, inclusive os utilizados para lazer e recreação, devem ser homologados. A medida da Agência tem como objetivo evitar interferências dos drones em outros serviços, a exemplo das comunicações via satélite.

Alguns modelos já vem homologados de fábrica, mas se o seu não for, você terá que fazer um cadastro no Sistema de Gestão de Certificação e Homologação e pagar uma taxa de 200 reais. O processo de homologação é burocrático e demorado, então leia o manual da Anatel para saber como fazer a solicitação e reserve um tempo para isso.

Sem a homologação, o drone que você comprou no exterior, por exemplo, poderá ser retido no aeroporto e só será liberado depois de realizar os trâmites para regularizar o equipamento.

  1. Saiba como transportar o drone no avião

A ANAC não tem nenhuma regra sobre o transporte de drones em aeronaves, mas é necessário saber se a companhia aérea tem alguma orientação específica.

De modo geral, porém, vale a velha regra de levar na bagagem de mão tudo que for de valor. Além disso, também vale investir em uma mala própria para o transporte do drone, ideal para a proteção do equipamento.

Existem, porém, regras para o transporte de baterias de íon lítio, aquelas recarregáveis, utilizadas por telefones, notebooks e também pelos drones. Elas correm o risco de entrarem em combustão espontaneamente, por isso a ANAC só permite o transporte destas baterias isoladas (fora do aparelho) em bagagem de mão, desde que essas não excedam 160Wh. As baterias (no máximo duas) também precisam ser individualmente protegidas contra curto-circuito.

  1. Chegue cedo ao aeroporto

Assim, você pode passar por todo o processo de inspeção do drone e das baterias com calma. É melhor esperar no aeroporto do que perder o voo.

  1. Não esqueça os acessórios

Quando for preparar seu drone para a viagem, não esqueça de levar também carregador, baterias extras (que precisam ser levadas dentro da aeronave!), cartão de memória e hélices extras. Se o drone for controlado por celular, é necessário levar um carregador portátil – que também será útil quando você usar o celular para fazer um plano de voo.

Também é importante levar um pequeno kit de reparos, caso seu drone quebre durante a viagem.

  1. Prepare-se para o clima

Em locais ensolarados, é necessário colocar um filtro na câmera do drone, para regular a entrada de luminosidade e manter a qualidade das fotos e filmagens.

Em lugares muito frios, por sua vez, o drone pode não funcionar corretamente, principalmente porque as baterias de íon lítio descarregam muito rápido em baixas temperaturas. Por isso, mantenha as baterias quentes antes do voo, enrolando-as em alguma roupa ou colocando-as dentro da sua jaqueta antes de inseri-las no equipamento e deixando o drone ligado e parado no ar durante um minuto antes de levantar voo. E fique sempre atento à temperatura da bateria durante o voo: caso ela fique muito baixa, traga o drone de volta ao chão!

Se o drone for controlado pelo celular, o aparelho também deve mantido quente, para que a bateria não acabe tão rápido. Também evite voar com neve e chuva, já que a água pode afetar o drone.

Via: MSN/Imagem: Shutterstock