A era dos drones autônomos chegou!

ECONOMIA NEGOCIOS The Autonomous Selfie Drone
Is Here. Is Society Ready for It? It’s 2035, the Second American Civil War has been won by the other side, and you find yourself in a heap of trouble with Attorney General Logan Paul. (The future is very troubling.) He has dispatched an all-seeing eye-in-the-sky to tail you, an agile flying machine equipped with 13 cameras and a top speed of 25 miles per hour. Skydio CEO Adam Bry looks on as a Skydio R1, an autonomous drone, flies during a demonstration at John McLaren Park in San Francisco, Calif., on Thursday, February 8, 2018.      PHOTO  Laura Morton for The New York Times

O drone reconhece seu rosto, seu modo de andar e até suas roupas. Ele te persegue, seguindo seus movimentos e resistindo a todas as tentativas em despistá-lo. Você pode correr em direção a floresta, mas não será o suficiente para que ele saia de sua cola.

Em um parque cheio de árvores de São Francisco, na semana passada, tive um encontro com um drone voador do gênero – e só encontrei uma maneira de escapar dele. A estratégia envolveu a indignidade de correr em volta de uma árvore repetidas vezes.

O drone que me perseguiu, o R1, foi criado pela startup Skydio. Vai custar US$ 2.499 e começará a ser enviado para consumidores dentro de três semanas. É a coisa mais próxima de um drone autônomo que se pode comprar atualmente.

Houve muito debate sobre voos autônomos, mas até recentemente tudo não passava de conversa. A tecnologia da Skydio sugere um novo momento. Os drones que voam sozinhos – como os da Skydio, voltados para fotografia e vídeo feitos em modo “selfie” – ou a outras finalidades, como delivery, monitoramento e vigilância, vão virar realidade mais cedo do que se pensava. Esses equipamentos serão mais baratos, menores e capazes. E estarão por toda parte.

A maioria dos drones vendidos no varejo têm algum nível de automação. A fabricante chinesa DJI, líder do setor, produz muitos equipamentos que podem evitar obstáculos e “perseguir” indivíduos ou cargas.

No entanto, essas funções tendem a ser falhas e a funcionar somente em espaços abertos. Hoje, quase todos os drones precisam de um piloto. “Nossa visão é de que o uso dos drones será melhor quando esses equipamentos tiverem autonomia”, diz Adam Bry, executivo-chefe da Skydio.

Histórico. Bry é cofundador da empresa, ao lado de Abe Bachrach – seu colega no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e um dos pioneiros do Project Wing, o programa de drones do Google. O outro idealizador da empresa é Matt Donahoe, um designer de interface.

Em 2014, com recursos da empresa de investimentos Andreessen Horowitz, a Skydio começou suas atividades. Desde então, já levantou US$ 70 milhões. Entre os investidores está o jogador de basquete Kevin Durant.

O drone da Skydio não requer piloto. É acionado por meio de um app para smartphone. Para definir o “alvo”, basta que a pessoa se coloque em frente do drone para que o equipamento a reconheça. É possível também definir diversos modos de gravação, especificando em que direção o drone deve gravar. (O equipamento consegue até prever o caminho e se adiantar aos movimentos de seu alvo, garantindo, por exemplo, uma selfie frontal).

Depois da decolagem, o drone opera de forma autônoma. No voo de oito minutos em que o R1 me seguiu, atuou com determinação, evitando obstáculos com a mesma destreza que um piloto humano faria, sem jamais pedir ajuda. O drone se perdeu de mim só uma vez, mas isso exigiu bastante esforço.

Obstáculos. No entanto, a tecnologia da Skydio está longe de ser perfeita. Não funciona bem em dias de tempo inclemente ou à noite. Ela exige um processador de alta potência, que consome bastante bateria. O R1 consegue voar por 16 minutos ininterruptos, ante 20 de seus maiores rivais. No entanto, será vendido com duas baterias, o que permitirá dobrar o tempo no ar após uma troca rápida.

A Skydio também está entrando em um mercado que não tem sido fácil para empresas novatas. Muitas startups de drones se deram mal no mercado, ao não conseguirem competir com a capacidade de inovação e escala da DJI.

“Eu sei que essa tecnologia é mais bem desenvolvida, mas não tenho certeza de que ela seja suficiente para derrubar um gigante como a DJI”, disse Sally French, jornalista que cobre o setor em seu site The Drone Girl. Ela também experimentou o R1 na semana passada.

Via: Farhad Manjoo, The New York Times.